Quando estava eu, enfim, soterrado
Nessas idéias negativas, simbólicamente acorrentado
Eu vi o passado que morrera atrás de mim.
Eu vi você chorando e o medo lhe esfaquiando
Chorei também.
A estrada que me trouxe até aqui é longa
Não sei se me perdi de você ou se foi você de mim,
Só sei que agora, estou nesse tormento.
Preso, enjaulado, domesticado por esses bons costumes.
Vivendo entre animais selvagens que me observam a todo tempo.
Sem descansar.
Não tenho mais voz para gritar
Não tenho mais lágrimas para chorar
Não sinto mais o toque da luz em minha pele
Só sinto a morte a me beijar.
Fico pensando em você a todo instante
Inquetante, com o coração apertado
Faço preces a todos os santos que me recordo
Pois eu não me importo
De ter que caminhar de joelhos o resto da vida
Pra pagar essas promessas impossíveis.
Desde que você viva a sua felicidade,
Meu sofrimento será minha alegria
Noite e dia, até que eu perceba que este também não é o seu agrado.
Humano e humilhado, eu vago por esse lugar
Na esperança de encontrar um novo lar
E talvez um novo motivo
Pra voltar a escrever a história da minha vida
Mesmo que seja sem você.
Deimos.
terça-feira, 27 de maio de 2008
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